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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Artigo

A Fotografia Digital em Eventos
Digital ou analógica? Essa é a pergunta que os noivos estão se fazendo hoje em dia, ao escolher o fotógrafo de seu casamento. O que a maioria dos clientes quer é ter a fotografia digital usada em seu evento.
A fotografia analógica é aquela tradicional, que todos conhecem, que usa o filme fotográfico e se baseia na tecnologia criada no século XIX. Já a fotografia digital, que é a novidade, dispensa o uso de filmes, tendo em seu lugar um sensor digital, que capta a imagem e armazena em um cartão de memória. Essa tecnologia é fruto da corrida espacial e do desenvolvimento da informática no final do século XX.
Mas, para quem vai contratar um fotógrafo, como escolhê-lo? Qual é a melhor alternativa? Digital ou analógica?
Vivemos uma época de muitos avanços tecnológicos, e a palavra digital vem sendo largamente utilizada. O fascínio pelo novo é geral, e parece existir a crença de que tudo que é novo é melhor. O que é “digital”
então é melhor ainda. A chegada da fotografia digital é um fato, e é inevitável a substituição quase total do filme, que deverá ficar legado apenas ao uso artístico. Mas será que isso quer dizer que os clientes, como noivos por exemplo, devem exigir a fotografia digital em seus eventos?
O fator que o cliente deveria considerar é a qualidade das fotografias que receberá. O álbum de seu casamento não revelará que tecnologia foi usada, mas a qualidade ficará visível ali por décadas. E a qualidade muda do filme para o digital? Não necessariamente.
Vamos ver o caso da fotografia de eventos, como casamentos, festas, etc.
Bom, conversando com diversos fotógrafos desta área, a quase unanimidade já usa a fotografia digital! Mas eles mesmos não consideram que houve exatamente um aumento de qualidade nas fotografias. Isso, por um lado, porque a “qualidade possível” do filme ainda é maior. Por outro lado as lentes, principal fator de qualidade do equipamento, são as mesmas nos dois tipos de equipamento. Mas por outro lado a câmera digital tem a vantagem da pré-visualização da foto na própria máquina, e repeti-las se necessário, isso permite mais controle do trabalho. Porém, pode acontecer que, devido ao maior número de fotos feitas com a digital, exista menos atenção do fotógrafo em cada uma das fotos, que demandam uma seleção mais apurada. Ou seja, ao invés de 300 fotos de um casamento, o fotógrafo agora tem 2 mil, o que dará bem mais trabalho para se chegar ás fotos escolhidas.
Não podemos esquecer que os sistemas digitais simulam os sistemas analógicos, ou seja, simulam o filme. As câmeras digitais funcionam basicamente da mesma forma que as “de filme”, porém permitindo mais flexibilidade e liberdade. O melhor sistema será aquele ao qual o fotógrafo está mais habituado e consegue o melhor resultado. Os fotógrafos mais novos no mercado, por exemplo, que já iniciaram seu trabalho com a fotografia digital, obtém seus melhores resultados com ela.
O que realmente muda com a chegada da tecnologia digital é o fluxo de trabalho do fotógrafo ! E muda muito mesmo, fica mais ágil, mais rápido e simples, mais fácil para edição, montagem e tratamento de imagens.
Alguns fotógrafos chegam até mesmo à disponibilizar as fotos na internet poucos dias após o evento. Mas, se por um lado, diminui o custo com filmes e revelações, também aumenta o custo no equipamento, torna-se necessário ter um computador, impressora, scanner, etc.., ainda é mais caro também o custo de impressão de cópias e provas, apesar que esse custo tende a cair bastante. Num futuro próximo a fotografia digital deve ficar mais barata que a analógica.
Muda também o estilo das fotos, pois se bate um número maior, pode-se arriscar mais, mas corre-se o risco de ter menos atenção em cada foto, conseqüência da quantidade e da facilidade. O fotógrafo leva algum tempo para conseguir, com a digital, o mesmo estilo e qualidade que tinha com a analógica. A adaptação não é imediata, mas acontece. As mais novas câmeras digitais profissionais já tem resultados mais parecidos com as analógicas e a adaptação assim torna-se mais fácil.
Para o cliente, os noivos por exemplo, não muda muita coisa. A apresentação e a qualidade dependem mais da experiência e da formação do fotógrafo, que deve sempre ter um equipamento de qualidade, seja no processo digital ou no analógico.
No início os trabalhos feito em digital custavam mais caro para o cliente, principalmente pelo custo da câmera, que por volta de 2004 era em média quatro vezes maior que uma analógica equivalente. Hoje esse custo já não tem muito peso, já que as câmeras digitais tem praticamente o mesmo preço das analógicas. Em termos de qualidade, não há obrigatoriamente mudança. A mudança será percebida mais pelo tipo de provas apresentadas, em CD ou na internet. Pode ser também um pouco menor o tempo de entrega do serviço. Não é possível saber se uma foto é digital ou analógica ao observá-la no papel. O que interessa então é se ela está boa ou não.
Para concluir, é inegável a presença da fotografia digital! Ela veio para ficar e é um processo irreversível. Da mesma forma como ocorreu com a TV à cores, o e-mail, a internet, o DVD, etc. Uma tecnologia vem substituir a outra. Mas não podemos esquecer que a tecnologia digital tem aproximadamente 15 anos, enquanto o filme fotográfico é utilizado há mais de 150 anos. Mas a fotografia digital não é uma concorrente do filme, e sim uma evolução dele. Não é uma tecnologia totalmente nova, e sim uma evolução dentro da fotografia.
Não há motivo, portanto, para trauma, correria ou pânico para os fotógrafos ou clientes, que não devem se preocupar. A mudança de sistema será gradual e, de certa forma, "natural", não tão rápida como a mudança do VHS para o DVD, que foi quase instantânea, pois a diferença de qualidade nesse caso foi muito grande. Muitos fotógrafos já utilizam o sistema digital com vantagens, outros ainda usam filme com ótimos resultados. Pergunte ao Sebastião Salgado, o brasileiro considerado o maior fotógrafo da atualidade, se ele trocaria o filme por digital! Acho que ele nem responderia, ficaria ofendido. Enquanto, por outro lado, na área jornalística quase não se utiliza mais o filme, pela questão de agilidade.
Ainda vamos conviver paralelamente com as duas tecnologias por algum tempo. Não se trata de uma mudança tanto para aumentar a qualidade ótica, mas sobretudo para tornar a fotografia mais ágil e barata, como tem se tornado mais ágil quase tudo em nossa época digital, em que tudo é imediato.
Escrito em 16.02.2006
Atualizado em 19.11.2008
Yuri Bittar
Designer / Fotógrafo / Historiador


Notícias
CONCURSO:PHOTO FOR PEACE – PHOTO FOR TOLERANCE
até 30 de maio

Dirigido a estudantes e profissionais, abordando temas como tolerancia, racismo e direitos humanos.
Os premios são entre 200 e 700 euros, mas até o 20º ganha assinatura de revistas, e até o 100º em ambas categorias tem participação na exposição e no catálogo.


Regulamento e inscrições:
http://www.craf-fvg.it/eng/news/cont_d.asp?Cont_ID=1163

Fonte:http://www.foto.art.br/

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